Vê -los crescer! - Quando a mãe fala

Vê -los crescer!

Todos os dias damos mimos. E é esta fome insaciável de mimar, de cuidar e de proteger que conheci desde que a vi. 

Creio que o primeiro contacto, e por aquilo que tenho lido, nem sempre corre desta forma. Há mães que, na sua legitimidade, não criaram logo o amor pelo bebé. Afinal, conforme dizem especialistas, o amor é algo que se cria, que se constrói. 
Porém, em contrapartida, eu tive logo um sentimento arrebatador mal vi a minha Be. Não sei que nome daria à emoção que senti, sei, no entanto, que nunca havia sentido nada disto antes.
Os olhos, as mãos, o cheiro inconfundível de um recém-nascido e a preciosidade de toda uma fragilidade, ali, pequenina, rosada, bonita... a procura do meu cheiro, num pequeno espaço de mundo que ainda era só meu e dela.
Os dias passaram. Veio o regresso a casa, a subida do leite, o acordar de 2h em 2h e entre tantas fraldas sujas, um umbigo a cicatrizar, visitas a querer espreitar... todo este amor, foi crescendo, crescendo... e crescendo...
Hoje, 16 meses depois, sei que já não sou tão frágil como naquele dia. Nem eu. Nem ela.
Sou uma mãe mais confiante. A Be uma bebé mais autónoma.
Sou uma mãe mais consciente de que o tempo foge mesmo entre os dedos e que um dia, junto da Be, devia ter 48h.
A Be, é uma bebé que já não dorme tantas horas. Já caminha sozinha. Já sabe o nome do que quer. Já me diz adeus e insinua que vai “la-la” sozinha.
Não sei mesmo como o meu coração irá aguentar.
Frequenta a escola, tem amigos e é a melhor aluna na aula de música. Entende inglês e consegue dizer “hello” e “bye-bye”. Sabe que um abraço cura tudo... e cresce, cresce... e todos os dias me surpreende.
Ora pelas conversas, ora pelo facto de não querer ajuda para comer, nem mão para andar, nem ajuda para tirar os sapatos e as meias...
E eu, continuo sendo a mãe. Aquela que quer dar tanto colo... mesmo sabendo que no chão está a sua viagem... que o meu colo será sempre a sua morada. Será aqui, que crescida, menina, mulher e também mãe, saberá que este colo nunca a desamparará e terá sempre o cheirinho da pele, do quentinho daquele primeiro dia, onde mãe e filha, se viram e ficaram: juntas. Unidas. Como sempre.

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