a gravidez
preparação áquatica pré-natal
preparação para o parto
Preparação pré-natal
A Gravidez - por poucas palavras
A gravidez da Be, desde o início, foi tranquila. Considero-me uma pessoa descontraída (embora cheia de medo e sem experiência nenhuma nestas andanças) e tentei suavizar ao máximo todo o processo receoso das primeiras 12 semanas.
Tive o auxílio de uma médica “assim como que fora do normal” (também só podia) e super, super descontraída que fomentou uma gravidez serena, tranquila e consciente. Desde logo, não me encheu de receios nem de folhas e mais folhas de contra-indicações (género “cuidado com o que comes e não podes comer quase nada”) e apenas me alertou para a atenção ao peixe, nomeadamente ao atum e ao peixe espada-preto e muita atenção aos vegetais das saladas pois “moi je persone” não é imune à toxoplasmose.
Ainda tive umas ligeiras achegas ao sushi porque sou de facto uma amante (sôfrega e obsessiva) e tinha que evitar. No entanto, não estive proibida de o fazer. Fi-lo, conscientemente, em locais que me indicavam segurança e qualidade no produto e na confeção. Porém, fi-lo com menos regularidade (confesso que durante a gravidez o apetite ao sushi não foi muito... o que me deixou de facto perplexa).
As semanas foram passando, a minha barriguita foi se notando e confesso que a cada consulta o meu sorriso aumentava de volume (bem como eu) e tornava-me deslumbrada como todo este caminho de pura adrenalina e aventura.
Chegadas as 22 semanas, e atendendo que sou um ser de mar, de água e de muita energia (e nessa altura já com mais peso, ou melhor, já com muito mais peso e muito mais volume) pesquisei a preparação pré-natal em meio aquático (Preparação Aquática Pré-natal) . Queria, de facto, uma experiência que fosse agradável tanto para mim como para o bebé e claro, nada melhor do que uma piscina, com uma vista sobre o mar, com água do mar aquecida a 33 graus e a possibilidade de usufruir de todo um ambiente SPA. Conseguem imaginar isto sem suspirar?
Pois bem, assim foi. Fui à minha primeira aula, no Hotel Vidamar, com as simpatiquissimas Joana e Madalena. Fizemos uma aula super relaxante, num ambiente muito aconchegante e tranquilo. Sim, fizemos: as aulas contemplam também o pai (o que eu achei estupendo). Nós adoramos e desde aí acabamos por usufruir desta experiência até ao final da gravidez. Éramos alunos assíduos, porém, eu era uma mãe rebelde.
As aulas, propriamente ditas, são dinamizadas pela Joana e pela Madalena, duas enfermeiras parteiras pioneiras na região, que não só nos dão exercícios de relaxamento e de preparação pré-natal com exercícios focados na grávida, como também nos proporcionam aulas teóricas de cuidados pré-natais, onde mamãs e papás, expõem as suas dúvidas sobre a amamentação, o parto, a epidural, entre outros temas tão cuidadosamente trabalhados por ambas.
Confesso, que o meu lado rebelde saltava, por vezes, no meio das aulas. A Joana bem que me dizia que ainda faltava mais uma volta ou que devia de puxar os braços mais ao alto ou que as pernas deviam ser mais estendidas e pronto, lá fazia eu, mais uma vez. Logo de seguida, só me deixava flutuar até ser apanhada, novamente.
Acreditem, que os exercícios são super fáceis de fazer, sentimo-nos super bem connosco e não nos sentimos nada pesadas, nem cansadas e inclusive acabamos por dormir melhor (e toda a grávida sabe que dormir é aquele estádio magnífico de almofadas e mais almofadas entre as pernas, o pescoço, os cotovelos e todos “elos” que existem e a procura radical de uma posição confortável para um sono milagroso). Logo, acreditem, “grávida precisa de água a 33 graus numa piscina SPA” (será escrito, com certeza, num e-book próximo de si).
Contrariamente, o papá, que tem a função de monotorizar os exercícios e de ser a bengala da grávida (“bengala” é lindo) , também me dava nas orelhas e pedia-me para ser obediente. Mas acreditem, a piscina é deliciosa, a água é algo fora deste mundo e toda aquela envolvência, permitia que eu própria já me sentisse mais relaxada.
E, todos sabem, que uma grávida de pés inchados, a explodir de calor, com as hormonas aos saltos, assim como que um “ovo kinder prestes a derreter” o que mais precisa é de algo que a faça sentir o mais leve e descontraída possível. Estas miúdas (que ainda para mais, além de pacientes são super bem dispostas) permitem que a futura-mamã sinta todo um ambiente de relaxamento e aconselhamento favorável. As aulas eram duas vezes por semana, ao fim do dia, o que permitia que fosse trabalhar e viesse preparada para este momento “divinal By the sea “.
No final das aulas, bem como ao início, os motores da piscina eram ligados para verdadeiros momentos de spa para mamãs (entenda-se “ovos kinder de todos os tamanhos e feitios a precisar de flutuar”) e papás (quero dizer, “bengalas à beira de um ataque de nervos”). Esses momentos proporcionavam verdadeiras delícias ao casal, que trocava momentos de puro afeto bem como de partilha. Por outro lado, um grupo de Pré- mamãs fala, obviamente, da gravidez e toda esta troca de dicas, de experiências, de receios e até de anseios era fantástica.
Os balneários das grávidas eram cheios de partilhas! Inesquecível! Amei cada segundo!
Semana após semana, criavam-se laços não apenas com a Joana e com a Madalena mas também com outras mamãs, que de 1ª ou de muitas viagens, sentiam o mesmo e isso fomentava a minha minha segurança na gravidez.
Por outro lado, todo o processo de gravidez tem (e deve) de ser vivido com toda uma atomesfera de harmonia, de boa energia e de gente de paz. Se não é, de facto necessário estar em repouso, salvo indicação médica, o ideal é mesmo fazer a sua rotina normal e dar umas boas gargalhadas ao fim do dia.
Eu fiz muita praia, fui uma grávida privilegiada por isso pois apanhei muito bom tempo e usufrui não apenas das aulas de preparação como também da água quente do mar. Imaginem que, na sala de partos, além da “barrigona mega gigante”, eu tinha super bem acentuado, a marcação do biquini. Era mesmo de fazer inveja!
Além disso, optamos, sempre que a nossa rotina profissional permitia, de fazer pequenas caminhadas, programas de casal e namorar muito pois os tempos vizinhos (nós calculávamos) que seriam de puro foco no ser mais maravilhoso à face da terra! Logo, aproveitem a gravidez para NAMORAR muito e sonhar mais ainda.
Sabem, é importante que a grávida se sinta segura, confiante e honestamente consiga “fazer-se passar por surda”. Há montes (resmas, paletes de contentores) de palpiteiros sem filtros, que dizem as barbaridades mais estúpidas e estapafúrdias que alguma vez se ouviu. Por isso, a gravidez deve ser vivida com “pessoas luz” com gente rica em energia boa, em sorrisos de paz e gargalhadas à fartazana. Acreditem, chorei e ri várias vezes (as benditas hormonas são terriveís) mas vivi a gravidez o mais descontraída possível (no entanto, fartei-me de comer, é que nem vos digo nada).
Mas vivi uma gravidez feliz e a Joana e a Madalena foram ótimas na luz e na paz que “nos” deram.



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