Cantinho dos Sonhos - a rotina do sono - Quando a mãe fala

Cantinho dos Sonhos - a rotina do sono

A hora do sono é aquele momento tão delicioso cheio de carinho (e de algum relaxamento) que tenho com a minha Be. É mesmo aquela lufada de “pufffff” (fim do dia chegando) e vamos lá adormecer devagarinho, com todo o cheirinho, com aquele beijinho de mãe. 

Desde muito cedo, logo após a chegada do Hospital, que criamos uma rotina de sono (que gostamos de chamar rotina de bons sonhos) com a Be. Um banho bem quentinho, com espuma e uma massagem com óleo bem relaxante ao som de música inspiradora. Logo de seguida, um berço bem quentinho, umas almofadas deliciosas e aquele cheirinho inconfundível a lavado (sem antes esquecer, OBVIAMENTE, o beijo mais meloso e mega-esplendoroso de amor que uma mãe sabe dar). 

Quanto às músicas, escolhemos as músicas ainda estava a Be dentro da minha barriga. Optamos por música clássica, correndo discos de Mozart e Beethoven (e deixem-me que vos diga, que a miúda adorava). A Be, ainda hoje ouve o mesmo e já identifica “a música dos bons sonhos” pois começa a tocar na hora do banho...
Claro que não ouvia Mozart apenas na gravidez, ouvia muitas mais músicas inclusive hits de rádio e dancei muito enquanto as ouvia e em “modo ovo kinder”. No entanto, ao final do dia, e estafada do peso da barriga e do dia em si (trabalhei até aos 8 meses de gravidez, por vontade própria) este era o momento em que parava um bocadinho e relaxávamos as duas e eu sonhava com a chegada da minha Be. 

Em recém-nascida, a música tranquilizava-a e relaxava-a de tal forma que nunca passei por “choros intenso e agudos” e não sei o que são cólicas... Por outro lado, eu amamentei sempre a Be, logo, antes de ir ao berço, fazia a sua mamada habitual e após arrotar, era o total aconchego. Deixávamos tocar cerca de 30 minutos após adormecer e depois desligávamos. Esta música não mais era ouvida ao longo do dia, apenas tocava na hora de adormecer. Era género “estímulo musical e toca a dormir” (e olhem que ainda hoje resulta). 

As sestas ao longo do dia eram feitas a meia luz, num ambiente com sons rotineiros (inclusive aspirávamos a casa, se necessário) e não deixávamos de colocar a loiça na máquina pela Be estar a dormir. O quarto mantinha a porta encostada mas os sons, embora ao longe, faziam ouvir-se e era isso que diferenciava o dia da noite, nos primeiros meses. À noite, era totalmente o oposto. Quarto escuro e muito silêncio, sendo que apenas se ouvia a música, num ambiente de pura tranquilidade e relaxamento. Houve, muitas vezes, que também cantávamos uma música da nossa autoria (passou-nos ao lado uma carreira de cantores “improviso”, relembro) e deixávamo-nos igualmente embalar.  

A minha Be sempre foi uma bebé que gostou muito de dormir (e todos sempre me disseram para não dizer isto muito alto). Ainda hoje, é a dorminhoca de serviço e deita-se habitualmente à mesma hora, com a mesma rotina que tinha aos 4 dias de vida e ouve as mesmas músicas para adormecer (e dorme toda a noite como um anjinho). Vira-se e revira-se no berço, procura a chucha e dorme até o dia seguinte. Durante o dia, faz pequenas sestas no colégio, de 1h sensivelmente e passa a restante parte do tempo a EXPLORAR O MUNDO, a dançar e a fazer amigos (querem mais tarefas?).  
É natural que chegue a casa estafada, com tantos afazeres diurnos e cheia de cansaço, a precisar, claro, de um bom banho, uma boa massagem e música a preceito para adormecer e falar com os outros (e habituais) amiguinhos dos sonhos. 

A minha Be sempre dormiu no seu berço e no seu próprio espaço. Após toda a rotina do banho e da massagem e do leitinho mais saboroso da mãe (e, ATENÇÃO, mega beijinho delicioso), a Be segue ao seu cantinho dos sonhos e prepara-se para dormir. É aí, que ouve música e brinca com a sua “mée” (uma espécie de ovelha espalmada). Eu fico sempre vigilante, sei que gosta e aprecia a minha presença ali ao lado, fico em silêncio e também acabo eu por relaxar. É nesses momentos que páro um pouco para refletir o meu dia, as minhas atitudes e projetar, muitas vezes, o dia seguinte. Às vezes, adormeço eu também e dormimos juntas aquele bocadinho. 
No entanto, as mães não conseguem ir para a cama pelas 21h, pois há toda uma “catrafada” de afazeres domésticos pela frente. Mas esse bocadinho que, por vezes, dura 20 a 30 minutos, faz-me parar e refletir e vê-la adormecer dá-me força, dá-me alento, dá-me colo (acho que só as mães entendem isto, certo?). 

Sei, contudo, que para alguns pais não é assim tão fácil adormecer um bebé e criar-lhes uma rotina de sono pois para além dos próprios bebezudos não colaborarem, há também toda uma rotina dos adultos que é difícil gerir sempre a horas. Acreditem, que para nós nem sempre é fácil mas tentamos, a todo o custo, que as suas horas de jantar, banho e ida para cama sejam sempre no mesmo horário pois cria-nos, a todos, maior estabilidade e menos stress. Depois da Be estar a dormir, temos todo o tempo, para gerir as tarefas domésticas e até profissionais e conseguirmos deitar-nos a “horas decentes”. 

Por outro lado, o berço da Be está ainda no nosso quarto (CALMA, eu sei que já tem idade para estar num quarto sozinha – mas eu ainda não estou preparada!). A Be está com 17 meses, acho que o facto do berço estar ainda no nosso quarto é mais uma necessidade nossa do que propriamente dela. Nós gostamos de acordar durante a noite e vê-la, gostamos de cobri-la, ajeitar a chucha para mais perto e puramente sentir aquela respiração leve, pura e doce de um bebé a dormir. 
O quarto da Be é ainda o quarto da barafunda, definimos os 24 meses para essa transição. Acreditem, eu já sofro por antecipação e se pensar muito nem consigo dormir. 
Acho que me conseguem perceber, não? Como é que foi convosco?






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