Bandeira Portuguesa
Exército
Filhos
Filhos de militares
Forças Armadas Portuguesas
Marinha
Militares
País
Pátria
Por detrás da bandeira, há um rosto: O de um filho, o de um pai.
Creio num só homem, homem do mar, homem da terra.
Creio naquele que navega e que atravessa os mares e regressa à família.
Creio no homem astuto, corajoso e irrepreensível, amante da pátria e camarada.
Creio naquele que navega e que atravessa os mares e regressa à família.
Creio no homem astuto, corajoso e irrepreensível, amante da pátria e camarada.
Creio no homem que domina, que faz jus a Portugal, que ergue a bandeira.
Creio no homem que conquista, que veste farda e a orgulha, que bate continência e é honrado.
Creio no homem que navega, que lava as mãos com a maré, que não teme tempestades.
Creio no homem que é força, que é luta, que não procura caminhos, fá-los.
Creio no homem que é força, que é luta, que não procura caminhos, fá-los.
Creio naquele que é pai, no coração de ferro, na hora do adeus, na lágrima que fica.
Creio no homem que tem o coração em terra, que bate gelado no mar.
Creio no homem que luta, que é leal aos seus valores, que honra pai e mãe.
Creio no homem que faz justiça, que ergue uma arma e luta pelo país.
Creio no homem humano, que nas duas mãos protege tantos outros.
Creio no homem que dá vida, que não teme a morte.
Creio no homem que é homem, creio na mulher que é mulher, que no humano que é militar.
Por detrás da bandeira, há um rosto.
Há uma vida. Há um homem ou uma mulher, que honra uma farda, que ergue a bandeira, que assumiu a pátria como sua prioridade, que canta o hino respeitosamente e o admira.
Há um homem ou mulher que assume o bom nome do país em primazia de qualquer um dos seus interesses, é de garra, é forte, é lutador, é de palavra, é camarada.
Há um militar que, embora igual ao comum dos mortais, não é um civil. Há uma vida familiar que está eminente no seu pensamento, em cada batimento cardíaco, por vezes, até em cada suspiro.
Há noites mal dormidas, há pensamentos fora da base e da camarata, há uma vida difícil cá fora, há medo, há saudade.
Há um militar que nas ondas vê os filhos crescer, vê entes partirem, vê a sua mesa com a sua cadeira vaga. Vê histórias que não leu, passeios que não deu, entes a quem nem disse adeus.
Há um militar que sofre, que por detrás do rosto disciplinado em formatura, sabe de um filho que chama pelo seu nome, sabe de uma ausência que não lhe permite vê-lo crescer. Sabe de uma criança que não o espera quando sai da escola, que chama pelo seu nome e não o ouve.
Há um militar que é pai, que é mãe. Que parte para cada missão firme mas destruído por dentro.
Há um militar que é marido, que deixa um amor em terra, que não o conquista diariamente, que teme perdê-lo, que teme ser esquecido.
Há um militar que é filho, que não tem colo de pai nem de mãe, que o procura junto com outro camarada ou num brinde.
Há um militar que forte, audaz, teme uma mente perigosa que o arrasta para a saudade, para a ansiedade do regresso, para o medo da perda, para o medo da ausência.
Há um militar que embora com as mãos honradas, não esquece as suas raízes e sabe que o País abraço-o e precisa dele, que os mares são temíveis mas conhece-os bem e que se “isto fosse fácil, estariam cá outros”.


Sem comentários